O campeão que fracassou: por que talento não viaja sozinho

Um campeão de vendas troca de empresa e, um ano depois, nada acontece. O talento era o mesmo; o sistema, não. O que os cinco fatores de Rummler ensinam.

O campeão que fracassou: por que talento não viaja sozinho

Você traz para o time a pessoa com o melhor histórico do mercado e espera que ela repita aqui o que entregava lá. O conhecimento vem junto, as habilidades também, a atitude também. E mesmo assim o resultado pode não vir.

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Numa das trilhas da FRST, concebidas com a metodologia Falconi, André Jeha, consultor e sócio da Falconi, conta uma história que começa por "era uma vez". Vitório era campeão de vendas, recorde atrás de recorde, até ser contratado por outra empresa. Chegou lá como uma promessa para ajudar a melhorar as vendas. Um ano depois, nada tinha acontecido.

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O talento era o mesmo. O erro, de Vitório e de quem o contratou, foi ignorar o sistema em que ele seria inserido: as pessoas, os processos, a estrutura e as ferramentas da empresa nova. Ele não mapeou esse sistema, não identificou as forças que atuavam ali e não montou um plano de trabalho que levasse em conta o lugar novo.

Dos cinco fatores do desempenho, só um está na pessoa

Para mostrar o peso do sistema, André recorre a Geary Rummler, autor de Serious Performance Consulting According to Rummler, e apresenta os cinco fatores que, segundo Rummler, influenciam o desempenho de uma pessoa:

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  • Meta: o resultado que se espera dela, claro e com significado.
  • Consequências: o que decorre de atingir a meta e as formas de reconhecimento.
  • Feedback: uma sistemática de retorno sobre o desempenho.
  • Recursos: o acesso ao que ela precisa para cumprir o seu papel.
  • Conhecimentos, habilidades e atitudes: o repertório que ela mesma traz.

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O que chama atenção é a conta. Quatro dos cinco fatores dizem respeito ao sistema em que a pessoa está inserida. Só o quinto é individual. Quando os quatro primeiros estão claramente definidos nas regras e claramente inseridos na cultura, a pessoa performa melhor. E, de volta a Vitório, provavelmente esses quatro fatores não estavam tão bem definidos na empresa nova.

Antes de olhar para a pessoa, olhe para o sistema

Quando o resultado não aparece, é tentador começar pela pessoa. André propõe começar pelos quatro fatores do sistema, com perguntas que valem para quem lidera um pequeno negócio, uma área ou uma grande empresa:

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  • Como estão as metas de cada pessoa? E os resultados esperados?
  • Está claro o que decorre de atingir a meta? A política de reconhecimento está definida?
  • Os feedbacks são bem dados, com interesse genuíno?
  • Cada pessoa tem, claramente definidos e acessíveis, os recursos para desempenhar o seu papel?

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Se alguma delas ficar sem boa resposta, o primeiro ajuste está no sistema.

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A mesma lógica vale para a promoção, para a mudança de área e para o líder que assume um time novo. Em todos esses momentos, alguém com um bom histórico chega a um sistema que ainda não conhece. Talento não viaja sozinho: ele depende do sistema que o recebe.

Onde a FRST entra

É pela primeira pergunta que a gente começa. O FRST Challenge, parte da FRST+, transforma metas e objetivos do negócio em desafios estruturados, aplicados diretamente na operação, com escopo, indicador e meta claros.

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No seu time, a meta de cada pessoa está clara?

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